Afonso Maria de Campos Tavares (Biju)


A saudade bateu lá no fundo da alma nesta semana! Queria que o relógio voltasse as horas para viver momentos felizes. Alguns destes seria a oportunidade de reviver o jogo que atuei como árbitro na partida de inauguração do campo do Mandissununga, em Tietê.
A memória levou-me àquele saudoso tempo. Então, re-
cordei que o saudoso Afonso Maria de Campos Tavares (Biju), o filho de dona Maria e de seu Benedito, foi o marcador do tento que deu a vitória ao Mandissununga na década de 1970.
Nascido em 20 de abril de 1949, no bairro Caixa d’Água, em Tietê, desde criança, Biju já gostava de bola. Moço trabalhou na máquina de algodão e, tempos depois, montou sua lanchonete, que inicialmente funcionou na Lara Campos (em frente ao Shopping Giardino). Seu lanche ficou famoso como o “lanche do Biju”. Junto do seu sócio, conquistou grande freguesia.
Até que um dia precisou mudar de ponto comercial. Foi quando se instalou na rua Francisco de Toledo, na saída para Porto Feliz. Como seu lanche era famoso, sua freguesia não deixou de lhe prestigiar.
Biju era uma pessoa boníssima! Infelizmente, deixou-nos em 14 de fevereiro de 2016, aos 66 anos. Ao lado da esposa Antonieta Isabel Montanhese Tavares e dos filhos Olga e Fernando, lutou contra o câncer por cinco anos, mas Deus quis que ele partisse, deixando-nos muitas recordações como essa do jogo contra o Dira, de Sorocaba, na inauguração do campo do Mandissununga no ano de 1972.
Na oportunidade, Biju foi o marcador do tento que deu a vitória ao Mandissununga. E, por incrível que pareça, eu, Édie Honório, fui o árbitro deste jogo.
Lembro-me como se fosse hoje: o campo do Mandissununga tinha um gramado irregular e apenas duas traves de eucaliptos. Alambrado? Não existia! Na ocasião, diante de tamanha alegria, os torcedores invadiram o campo para comemorar com Biju.
Saudades do tempo de Humberto Bortoletto de Arruda (presidente de Honra), Alberto Alves, Francisco Franzini Neto, Antonio da Silva, José do Carmo Cardoso, Santo Pissinato, José Deliberali, Angelo Campi, Florindo Broca, Sérgio Martins, Luiz Grigolon, Antonio Deliberali, Antonio da Silva, Renato Basso, Aristides Deliberali, Bevenuto Aronchi, Antonio Aronchi, Valdemar Foresto, José Sutilo, Angelo Pissinato, Francisco Evangelista (Xixico) e Antonio dos Santos.
Que tempo bom era aquele que tinha tantas figuras buscando trabalhar pela diversão dos moradores! Infelizmente, o relógio acelerou e toda essa maravilha ficou perdida no tempo.
PIADINHA DA SEMANA – O matuto foi batizar o filho.
– “Qual é o nome da criança?”, perguntou o padre.
– “Mingau!”, respondeu o pai.
O padre disse:
– “Não batizo! Isso não é nome de gente!”
– “Oxi! O chefe do senhor é Papa, por que o menino não pode ser Mingau?”, respondeu o pai.