Alberto Giovanetti Filho


Ele nasceu em 19 de maio de 1956, em Jumirim, na época Distrito de Tietê, e recebeu o nome de Alberto Giovanetti Filho, mas todos os conhecem como Bertinho, o santista filho de Alberto Giovanetti e Helena Pissinatto Giovanetti.
O homenageado de hoje morou por 19 anos em Jumi-
rim. Ainda criança, ajudava os pais na lavoura e, depois, foi empregado em uma fábrica de alambrados. Formado em Administração de Empresas e Contabilidade, trabalhou na Tecidos Poggi por 18 anos. Aposentou-se como contador no Escritório Contábil RM, local em que atua até hoje.
Bertinho contou que conheceu a esposa Maria Aparecida Amâncio Giovanetti (Cida) na época que estudava na Escola Técnica de Comércio de Tietê e, com ela, está casado desde 1985. Dessa união, nasceram Felipe Amâncio Giovanetti, 31 anos, solteiro e técnico em Informática na Refrigerantes Xerata; e Fernanda Amâncio Giovanetti Gevartosky, 30 anos, casada com Rafael Gevartosky e formada em Administração de Empresas, atuando na Hyundai Motors de Piracicaba.
Na infância e em boa parte da juventude, em Jumirim, gostava de jogar futebol na rua, caçar passarinhos e pescar. Começou a jogar como goleiro e, em 1975 e 1976, disputou o Amador em Tietê defendendo as cores do Esporte Clube Jumirim. Mas devido a um problema na visão, deixou de participar dos jogos.
Em Tietê, depois de tratar a visão e adotar o uso de lentes de contato, Bertinho começou a jogar futebol de salão nos campeonatos municipais pela equipe do Tecidos Poggi. Depois, atuou como lateral direito no Olaria Futebol Clube e, desde a fundação desse clube em 1981, participa no Clube do Olaria. Até hoje, há 37 anos, ele continua como diretor.
Bertinho contou que, como jogador, era “caneludo”, segundo a gíria do futebol, mas como amava jogar, sempre procurava uma vaga nos times. Quando criança, seu incentivador foi o vizinho Orlando Bertola, de Jumirim, que jogou nos anos de 1950 no Comercial Futebol Clube, junto de Sergio Bertola, seu filho.
O homenageado contou que, quando foi convidado para jogar no Aspirante do time de Jumirim, não tinha condições financeiras para comprar chuteiras. Na época, quem o presenteou foi Orlando Bertola. Ele deu uma chuteira sua de quando ele era atleta do Comercial. Essa chuteira era número 45 e Bertinho calçava 38. Para dar certo, o homenageado disse que tinha que encher a ponta do calçado com jornal velho. Embora tenha sido boa a ação, Bertinho não conseguia chutar a bola.
No futebol de salão, revelou que sua melhor época foi pela Tecidos Poggi, quando se tornou tricampeão municipal pela categoria Comércio (1978, 1979 e 1981), além de conquistar dois campeonatos como técnico do time e o título de campeão do Campeonato Interno Regatas em 1987.
Nessa época, em Jumirim, o melhor atleta era Chiquitinho. Em Tietê, no futsal, eram Mario Mela, Tuiu e Lico Massarana. No futebol de campo, para Bertinho e muitos torcedores, Valtinho Goldoni, Xixico Evangelista, Carlinhos Gardenal, Ademir Belo eram admiráveis.
O homenageado relembrou um momento inesquecível. Foi na década de 1980, como técnico da Seleção de Tietê. A disputa do torneio ocorreu em Cerquilho e, fora de casa, Tietê venceu a Seleção de Craques de Embu e derrotou a Seleção de Cerquilho, conquistando o campeonato da época.
Para Bertinho, Ciro Landucci (Jumirim), Joãozinho Piovezani (América), Zé Scudeler (AMA), Édie Honório (atleta, treinador e presidente) merecem os aplausos de todos por
tudo que fizeram pelo esporte local e pelo exemplo de atitude, caráter e hombridade.
Para encerrar o bate-papo, Bertinho revelou que sente saudades da época em que, nas tardes de domingo, ia ao Estádio “José Ferreira Alves” para assistir às partidas de futebol no campo do Comercial.
PIADINHA DA SEMANA – Tarde da noite, o marido chega e diz à esposa: “Amor, hoje, eu vou ser um touro!”
Revoltada, a esposa grita: “Vamos começar pelo cifre?”