Aprenda a conhecer os sintomas do AVC


Problema ocorre quando há entupimento das artérias que levam sangue ao cérebro ou rompimento de vasos dentro do órgão

Seis milhões de pessoas morrem, por ano, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, em todo o mundo. Outras 17 milhões apresentam sequelas. No Brasil, a cada cinco minutos, uma pessoa morre em decorrência do problema, contabilizando mais de 100 mil mortes anuais. Morte por AVC tem sido mais frequente em mulheres.
Dados preliminares de um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que avalia o conhecimento da população sobre a doença, apontaram que nem todos conhecem a condição ou saberiam o que fazer.
Segundo a pesquisa, apesar de 78% dos brasileiros conhecerem alguém que teve um AVC e 50% conviverem com um paciente, três em cada 10 não sabem dizer um sintoma. Ainda, 27% não sabem o que é a doença, 23% não conseguiram citar uma medida de prevenção, e 32% não teriam a mínima ideia de como ajudar um paciente.
Especialistas indicam que, ao socorrer alguém que apresente um AVC, peça um sorriso para a pessoa, um trecho de música e olhe para o relógio para marcar o horário da manifestação dos sintomas. Tempo é importante aliado no tratamento justamente para impedir que mais células morram pela privação do oxigênio. E chame um médico.
SAIBA MAIS – AVC ocorre quando há entupimento das artérias que levam sangue ao cérebro (o AVC isquêmico) ou rompimento de vasos dentro do órgão (o AVC hemorrágico). Todas as ocorrências diminuem o suprimento de sangue e de oxigênio. Privados de combustível, neurônios começam a morrer e há perda de função neurológica. Risco aumenta com a idade, mas o AVC pode ocorrer também em crianças e em jovens por doenças relacionadas à coagulação, aos vasos sanguíneos e ao trauma de crânio.
Uma em cada cinco mulheres terão um AVC em sua vida, comparado com um em cada seis homens. Uso da pílula anticoncepcional, maior prevalência da enxaqueca e da depressão estão entre os fatores de risco específicos para pacientes femininos.
Entre os principais sintomas da fase aguda do AVC, estão a perda súbita de força no braço, sensação de formigamento na face e nos braços, perda repentina da visão em um ou nos dois olhos, alteração da fala e náuseas associadas ao desequilíbrio.
A dor de cabeça, que foi muito citada na pesquisa da Santa Casa como um dos sintomas, não é exclusiva da condição e pode indicar muitas outras doenças. A enxaqueca com aura, no entanto, é considerada fator de risco (quando a pessoa não necessariamente está tendo um AVC na hora da enxaqueca, mas a condição aumenta as chances dela ter um dia).
Doença está relacionada ao colesterol e pressão arterial altos, ao tabagismo, ao sedentarismo, à obesidade, ao consumo elevado de sal e açúcar e ao estresse. Perder peso e manter alimentação saudável já seriam um ganho enorme e evitariam não só o AVC como uma série de outras doenças.
Dentre os fatores de risco citados acima, a hipertensão é a principal causa do AVC hemorrágico. Ela faz com que vasos dentro do cérebro fiquem fracos com o tempo até que eles se rompem.
Já no AVC isquêmico, o mecanismo é parecido com o do infarto no coração. Pelo processo de aterosclerose (formação de placas de gordura dentro das artérias) e por depósito de cálcio, elas ficam estreitas para a passagem do sangue, que coagula.