Árvore que “chora” intriga população


Um fenômeno está acontecendo em Tietê, na rua Antonio Raviccini, na Barra Funda. Mistério da árvore que “chora” está intrigando os moradores do bairro. Desde o começo desta semana, populares não param de observar a espécie de aproximadamente três metros de altura, que tem um de seus galhos coberto por substância aparentando ser uma espuma viscosa.
Os moradores perceberam que a árvore gotejava água e que, no chão, forma-se poça há poucos dias. O que para alguns pode ser um sinal divino, para especialistas, há uma explicação científica para a ocorrência desse “milagre”.
Segundo a bióloga Marisa Yamashiro, o “gelo”, na verdade, é uma espuma que serve de casulo para insetos, ou seja, aqueles insetos que possuem asas, como, por exemplo, cigarras, depositam seus ovos no galho e esse é envolvido por uma espuma branca que serve de proteção.
No interior dessa espuma crescem as ninfas, que sugam a seiva e excretam grande quantidade de líquido que escorre do local, pingando, assim, no solo. Esse acontecimento é conhecido como “choro da árvore”, que nada mais é que parte da cadeia alimentar dos seres vivos.
Fenômeno pode ocorrer em diversas partes de uma planta, seja em jardins, vasos ou variadas e grandes culturas. Os insetos são classificados como mastigadores ou sugadores e, de acordo com seu aparelho bucal, ataca determinada parte do vegetal. Principais responsáveis pelo “choro da árvore” são ácaros, besouros, cigarrinhas, cupins, formigas, gafanhotos, grilos, paquinhas, lagartas, percevejos, pulgões e tripés.
Mesmo a biologia explicando o fato intrigante, segundo populares, não se pode deixar de pensar que se trata de um milagre, pois algo assim releva a vida e a continuidade de um ciclo.