Atraso de obras em ponte gera novas reclamações


Segundo a Secretaria de Serviços, atraso deve-se às chuvas e também por conta das cabeceiras, que estavam prontas, e desmoronaram

Residentes do bairro Mandissununga cobram agilidade da Prefeitura na recuperação da ponte

Nesta semana, o Departamento de Jornalismo deste semanário voltou a receber queixas de moradores do bairro Mandissununga, em Tietê. Segundo novos relatos, as dificuldades de acesso àquela localidade devido à ponte da estrada rural estar em reconstrução têm gerado muitos prejuízos.
“Faz meses que esta ponte foi destruída, após ser levada pela água das chuvas, e as obras da Prefeitura continuam em ritmo lento, quando não paralisadas. Enquanto isso, para entrar ou sair do bairro, a gente tem que dar uma volta imensa, sendo que a reconstrução dessa ponte encurtaria consideravelmente o nosso trajeto. Para quem vive essa realidade há meses, sabe que é algo muito preocupante, isso só considerando os gastos com combustível. Extremamente lamentável essa situação! Autoridades, cadê nossos direitos enquanto pagadores de impostos? Por favor, prefeito Vlamir Sandei nos ofereça o mínimo possível para termos a dignidade de sermos ouvidos e poder viver adequadamente”, declarou uma moradora.
Entretanto, o que mais preocupa os residentes do Mandissununga é que, passados quase 60 dias dos 90 do prazo estabelecido para conclusão da obra pelo Poder Executivo, o andamento da construção da ponte pouco evoluiu. “Seguindo este prazo e considerando os impedimentos por conta das chuvas, teoricamente, teremos mais 30 dias para finalização da obra. Quem acompanha a situação desse trecho sabe que, no ritmo que essa reconstrução está, a conclusão da obra certamente não ocorrerá este ano. Muito desanimador tudo isso. A que ponto chegamos! Vivemos um tempo que precisamos implorar ao Poder Público, através da imprensa, para tentarmos ser ouvidos. Enquanto isso, nos sentimos cidadãos transparentes que não precisam de nada para viver. Daqui a pouco vão vir e falar: ‘se virem!’”, desabafou outro morador.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Serviços informou que o atraso deve-se às chuvas que desmoronaram as cabeceiras da referida ponte, que já estavam prontas e terão que ser refeitas. Além disso, o material que será usado na recuperação da ponte já está comprado e a Prefeitura apenas aguarda a definição da empresa responsável em executar a obra.