Carlos Alberto Benatti Marcon


O ex-craque Carlos Alberto Benatti Marcon nasceu em 3 de abril de 1953, em Tietê. Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Metodista de Piracicaba (1981), graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Metodista de Piracicaba (1978) e Mestrado em Ciências Contábeis e Atuariais pela Pontifícia Univer-
sidade Católica de São Paulo (1999).
Gosto de me lembrar daquele menino que amava futebol e que, até hoje, parece criança quando lhe entregam uma bola. Para quem não sabe, Benatti, que atualmente mora em Piracicaba, jogava muito desde os tempos em que fundei o Macalé. Além de Benatti, quantos meninos bons de bola passaram pelas minhas equipes! Para recordar, que tal a escalação do Macalé de 1972? É uma foto de mais de 40 anos, que traz muitas recordações.
Publicamente, registro que foi uma honra ter Benatti em minha equipe. Mas essa honra não fica só aqui. Tem uma história que gosto de contá-la e que prova que, esportivamente, revelei muitos atletas extraordinários.
Era uma reunião da Liga Tieteense de Futebol para definir equipes. Quem comandava esse encontro era o saudoso ex-prefeito Angelo Uliana. Passava das 23 horas daquela noite. Como cheguei tarde, não queriam que eu entrasse. Angelo Uliana disse, então: “Você quer mesmo entrar na competição? Todos os times já se inscreveram! Será que vai ter jogador para você montar uma equipe?”
Na época, Angelo Uliana tinha um carro chamado Esplanada, um sedã de luxo. Ao ser aceito, sai da reunião e pensei: qual será o nome desta equipe que vou lançar?
Ao olhar o carro de Angelo Uliana, decidi pelo nome de Esplanada, referindo-me à qualidade. Naquela época, alguns riram e chegaram até a debochar de mim, porém, o que importava era que a minha meta não acabava ali.
Tarde da noite, precisando convocar os atletas que integrariam a equipe Esplanada, sai pela cidade e fui de casa em casa. Convidei todos os meninos bons de bola em Tietê. Chamei, ainda, uns talentos de fora, entre eles, também estava o incrível Dioracy Urso (já falecido). Ele era o mais velho da equipe e já estava encerrando a carreira.
Na época, ninguém acreditava em nós! Achavam que o recém-criado Esplanada era tiro na água e que seria a bola murcha daquela competição esportiva. Engano desses que pensaram assim! Mesmo usando como vestiário a sala onde eram guardadas as ferramentas do Comercial, nos preparamos e entramos em campo. Mal sabiam que o espetáculo nem tinha começado direito.
No final, o que aconteceu? Ganhamos todas as competições, porém, faltou a final. Adversários e Tribunal Esportivo questionaram a presença de um atleta e, infelizmente, não pudemos disputar a final. Foi uma pena! Mas o mérito é que todas as partidas disputadas foram vencidas. Só não levantamos a taça, mas mostramos que o Esplanada tinha muitos talentos e Benatti estava com a gente! De cabeça erguida, desfilou seu talento com toda categoria que até hoje é sua marca.
Ser seu treinador, além de proporcionar muito orgulho, serviu para ampliar minha admiração por este rapaz, o qual já era seu fã por ser ótimo filho. Hoje, está casado com Rosangela Trevilin Benatti Marcon e tem dois filhos: Mateus e Vitor.
PIADINHA DA SEMANA – A procissão levava o
andor e o bêbado acompanhava. De repente, o bêbado grita, insistentemente:
– “Olha a mangueira!”.
Incomodado, o padre parou a procissão, pediu para o bêbado ficar em silêncio e prosseguiu. Quando o andor enroscou na mangueira e o santo caiu, o bêbado disse:
– “Deus, me perdoe, mas eu avisei!”