Com discurso “anticorrupção”, Bolsonaro é eleito


Em Tietê, dos 19.701 votos válidos, o candidato eleito teve 16.856 votos (81,50%) e Fernando Haddad, 3.825 (18,50%)

Militar da reserva nasceu em Glicério, cidade do interior do Estado de São Paulo

O eleito Jair Bolsonaro (PSL), que conquistou 57.797.423 milhões de votos (equivalente a 55,13% dos votos válidos), é o oitavo presidente do Brasil desde a redemocratização. Seu vice-presidente eleito é o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB).
Na disputa pelo Planalto, Bolsonaro foi o mais votado em 16 Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo) e será o 38º presidente da República Federativa do Brasil.
Militar da reserva nascido em Glicério, cidade do interior do Estado de São Paulo com pouco menos de cinco mil habitantes, Bolsonaro ganhou espaço no cenário nacional ao manifestar posições conservadoras e críticas ao comunismo, à esquerda e ao politicamente correto, além de posições em defesa da família, da soberania nacional, do direito à propriedade e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
A partir de 1º de janeiro de 2019, quando tomará posse o novo presidente da República, o País estará nas mãos de uma nova equipe de governo, com poderes para sugerir e fazer mudanças em leis e no modo como vivem os brasileiros.
O plano de governo de Bolsonaro não fala em fim do benefício social, mas em “instituir renda mínima para todas as famílias brasileiras acima do valor do Bolsa Família”. Assim, ele pretende propor a modernização e o aprimoramento do programa Bolsa Família e do abono salarial, com vantagens para os beneficiários e com recursos advindos de combate a fraudes no próprio programa.
De acordo com a proposta de governo do presidente eleito, para a área de emprego e trabalho, deve ser prioridade a criação da “Carteira de Trabalho verde e amarela”. Objetivo é que o trabalhador, principalmente o mais jovem, escolha entre ser contratado por meio da tradicional Carteira de Trabalho, de cor azul, dentro do que prevê a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), ou por meio da nova carteira com contrato combinado diretamente com a empresa, que fica acima que determina a CLT.
Na área de segurança pública, ao menos três itens defendidos por Bolsonaro podem ter efeitos já a partir de 2019: a reformulação do Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal e a concessão do benefício do excludente de ilicitude a policiais em serviço.
Na área de Economia, Bolsonaro é entusiasta das privatizações, como consta em seu plano de governo. Também tiveram destaque em sua campanha menções à criação de uma nova CPMF e a alterações na alíquota do Imposto de Renda (IR). Por isso, pretende reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais que hoje são utilizados sem benefício.
Na área de Educação, duas propostas ganharam destaque na campanha: a criação de colégios militares em todas as capitais brasileiras e a redução do número de vagas nas universidades para estudantes negros que entram por meio de cotas raciais.
Votação – Em Tietê, dos 19.701 votos válidos, Jair Bolsonaro teve 16.856 votos (81,50%) e Fernando Haddad, 3.825 (18,50%). Votos brancos contabilizaram 523 (2,25%) e 1.999 nulos (8,62%). Ausentes somaram 6.636 eleitores (22,24%).
Em Cerquilho, dos 34.573 eleitores, 20.269 (83,48%) também elegeram Bolsonaro para presidente. Haddad alcançou apenas 4.010 votos (16,52%). Na Cidade das Rosas e dos Tropeiros, votos brancos somaram 728 (2,66%) e nulos 2.394 (8,74%). Ausentes totalizaram 7.172 (20,74%).
Em Jumirim, dos 2.352 eleitores, 1.242 (78,26%) escolheram Bolsonaro para presidente e 345 eleitores (21,74%) votaram em Haddad. Na cidade vizinha, brancos contabilizaram 41 votos (2,32%) e nulos 141 (7,97%). Ausentes totalizaram 583 (24,79%).