Consumo de medicamentos e álcool afeta a saúde


Combinação comum nesta época do ano pode ser extremamente perigosa, conforme alertou a médica Camila Gagliardi Walter

Com a proximidade das festas de fim de ano e férias, que coincidem com a chegada do Verão, costuma ocorrer o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que, por si só, pode causar prejuízos à saúde.
Uma questão relacionada é a combinação do uso de medicamentos com o consumo de álcool, ação extremamente perigosa, segundo alertou a endocrinologista Camila Gagliardi Walter. “O álcool é uma substância química metabolizada no fígado e, quando combinado com medicamentos, pode provocar a perda do efeito dos fármacos ou reações adversas graves, como intoxicações, doenças e, até mesmo, a morte”, alertou.
De acordo com a endocrinologista, o nível de concentração de álcool no sangue e o tipo de medicamento utilizado podem ocasionar diversos efeitos colaterais, por isso, a profissional elencou os remédios mais utilizados e comentou sobre os riscos da combinação com bebidas alcoólicas.
DIPIRONA – Ao consumir dipirona e álcool, a sensação de embriaguez pode ser potencializada, causando mal-estar.
PARACETAMOL – Por ser um medicamento metabolizado no fígado, se consumido frequentemente junto ao álcool, pode provocar hepatite, devido ao excesso de substâncias tóxicas no órgão.
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS) – Este remédio inibe a ação das plaquetas do sangue e o álcool irrita as mucosas da parede do estômago. Combinação das duas substâncias pode causar sangramentos no órgão digestivo.
ANTIBIÓTICOS – Quem faz uso de antibióticos e consome álcool pode apresentar dificuldade respiratória, sono excessivo, vômito, dor de cabeça, queda de pressão arterial e, em casos mais graves, ser fatal.
ANTI-INFLAMATÓRIOS – Por agir de forma semelhante ao AAS, também pode provocar sangramentos e úlceras estomacais.
ANTIDEPRESSIVOS E CALMANTES – Por serem drogas depressoras do sistema nervoso, assim como o álcool, pode ocorrer o aumento do efeito sedativo e a diminuição da eficácia do medicamento, que podem levar à insuficiência respiratória e ao coma.
ANTICONCEPCIONAIS – Não corta o efeito do remédio, mas aumenta o risco de problemas no fígado.
A endocrinologista frisou, ainda, que as reações podem variar de pessoa para pessoa. “Os organismos são diferentes, logo, os efeitos podem mudar ou nem mesmo acontecer, como também é possível que sejam muito mais graves. Como não há como prever, a forma mais segura de evitar transtornos é não consumindo bebidas alcoólicas quando se faz uso de medicamentos”, aconselhou Camila.