Demércio Sacon


O ano é 1964 e a foto mostra os integrantes do Infantil do América e nela está Demércio Sacon, ainda menino, quando ele brilhava com
seu cabelo branquinho feito
areia.
Nesta época, o homenageado marcava presença no Infantil do América e era notado pelos seus companheiros de campo, principalmente no passar a bola.
Já moço, Demércio trabalhou no Mariano na rua do Comércio e, depois, no Cine Bandeirantes, onde hoje está o Shopping Giardino, em Tietê. Na época, Demércio era o operador responsável por exibir os filmes e, por incrível que pareça, eu, Édie Honório, era lanterninha. Tinha ainda Zuza, o bilheteiro, e Toto e Gabriel, os porteiros do balcão.
Para quem não viveu esse período, mas conhece o prédio, explico: na entrada, ficava o balcão de pipocas e doces, seguido de uma rampa que acabava no palco de exibição dos filmes. No andar superior, tinha espaço para os casais.
Foi nesta época que a juventude, influenciada pelos hábitos e padrões de comportamento das estrelas hollywoodianas, copiava penteados ou perfis de bigodes e as maneiras de andar, beijar e de sorrir. Era a época do burburinho da plateia, com a trilha musical, falas e efeitos sonoros. Época que a magia cinematográfica chegava até mesmo aos álbuns de figurinhas. Era um fascínio e tudo isso mobilizava a juventude.
Lembro-me quando foi exibido “O Milagre de Fátima”, filme que recriava o cenário político e os fatos que envolveram o mês de maio de 1917 em Fátima, zona rural de Portugal, quando os pequenos Lúcia, Jacinta e Francisco testemunharam a aparição de Nossa Senhora em uma colina. Nesta data, a fila para compra de ingressos era tão grande que chegava até a Esportiva. Para atender todo o público, foram necessárias três exibições.
Toda essa história foi contada para provar aos amigos da esquina das ruas Tenente Gelás com a dr. Palinuro que, além de figura ilustre do Cine Bandeirantes, Demércio também marcou época no futebol do América, ou seja, irei provar hoje que Demércio pisou nos gramados. Não sei se foi craque, pois não o vi jogar! Na época, eu era atleta do Comercial, mas, como diz o ditado, “se tirou foto, jogou!”.
PIADINHA DA SEMANA – Em um dia nublado, uma linda loira decide ir passear com seu carro novíssimo por São Paulo.
De repente, começa a chover forte e a rua em que ela estava fica alagada.
Despreocupada, a loira sai do carro e vai andando pela enchente.
Desesperado, alguém grita:
– “Loira, a enchente vai levar o seu carro!”
A loira, tranquilamente, retruca:
– “Não, vai, não! Eu estou com as chaves!”