Dezembro Laranja alerta para o câncer de pele


Este tipo de doença surge com mais frequência em áreas como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo (em calvos), ombros e costas

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, com o tema “Se exponha, mas não se queime”.
Sendo o tipo de câncer mais incidente no Brasil, corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no País, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença ganha campanha que busca disseminar para a população o valor dos cuidados com a pele e do uso do protetor solar, além dos riscos da doença e da importância do diagnóstico precoce.
Tendo como principal causa a exposição excessiva à luz solar ou das câmaras de bronzeamento, o câncer de pele surge com mais frequência nas áreas mais expostas, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo (em calvos), ombros e costas. “Embora tenha alta incidência, o câncer de pele não-melanoma tem baixa letalidade e, quando diagnosticado precocemente, tem grandes chances de cura”, disse o dermatologista André Lauth.
Os cânceres de pele podem ser divididos em câncer de pele não-melanoma e câncer de pele melanoma. Dentre os cânceres não-melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC), que é o mais frequente e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC), mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular. Aproximadamente 80% dos cânceres de pele não-melanoma são CBC e 20% são CEC. Já o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele, tem a capacidade de invadir qualquer órgão e se espalhar pelo corpo. Melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos, mas está aumentando no mundo inteiro.
Apenas os dermatologistas e oncologistas estão capacitados para fazer o diagnóstico, porém, algumas características podem ajudar a população a identificar a doença, como lesões que aparecem e persistem ou continuam crescendo no decorrer de semanas a meses, pintas que apresentem mudança de cor ou textura e feridas que não cicatrizam. “No caso do surgimento de lesões como estas, um dermatologista deve ser procurado para esclarecer o diagnóstico”, recomendou Lauth.
Melhor maneira para reduzir o risco de desenvolver a doença é evitar a exposição solar e fazer uso de protetor, com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior, diariamente.
Campanha deste ano tem como foco principal os trabalhadores que desempenham suas atividades expostos ao sol. Entre as recomendações, está o uso corriqueiro de equipamentos de proteção individual (EPIs), como chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares, além da ingestão de água.