Diácono Egydio Stéfani e sua missão de evangelizar


Entrevistado tem 95 anos e é casado com Alayde com quem tem quatro filhos: Maria Angela, Maria de Lourdes, Egídio e Maria Lúcia

Egydio Stéfani nasceu em 1º de setembro de 1922, em Palmital, Estado de São Paulo. Está casado com Alayde Amabile Zanella Stéfani desde 19 de maio de 1956 e, juntos, tiveram quatro filhos: Maria Angela Stéfani, Maria de Lourdes Stéfani Abramides, Egídio Stéfani Filho e Maria Lúcia Stéfani Mazzer.
É diácono desde 28 de dezembro de 1969, quando foi ordenado. Sua história enquanto diácono teve início com o convite feito pelo cônego Emílio Grando. Depois, trabalhou com os padres redentoristas Dal Bó e Villas Boas. Atualmente, dedica-se à igreja ao lado do padre Santo Candido. Também é consagrado à Nossa Senhora desde os seus 15 anos, quando se tornou congregado mariano, sendo que até hoje faz parte do grupo dos congregados.
O Nossa Folha bateu um papo com diácono Egydio Stéfani e trouxe considerações a respeito da sua vida religiosa.

Nossa Folha – Quem é Egydio Stéfani?
Egydio Stéfani – Sou uma pessoa que sempre buscou seguir as doutrinas da igreja. Considero-me um homem calmo e pronto para ajudar as pessoas. Gosto de ler e escrever. Também faço coleções de selo, pedras e chaveiros.

Nossa Folha – Quais são suas origens?
Egydio Stéfani – Sou neto de italianos, tanto pelo lado paterno quanto pelo materno.

Nossa Folha – Como teve início sua vida religiosa e quais são suas referências?
Egydio Stéfani – Iniciei minha vida religiosa como coroinha por incentivo dos meus pais Antonio Stéfani e Francisca Franzini Stéfani.  Aos 13 anos, por orientação do cônego Bacili, ingressei no Seminário, onde estudei por seis anos, tendo que, posteriormente, me desligar por motivo de saúde.

Nossa Folha – Quais são as atividades de um diácono?
Egydio Stéfani – Trabalhar junto do padre realizando batizados, casamentos e celebrações, principalmente, nas comunidades onde o padre não pode estar.

Nossa Folha – Conte-nos uma das histórias marcantes que já viveu como diácono?
Egydio Stéfani – São inúmeras histórias marcantes em minha vida como diácono. Uma delas é ter celebrado o casamento das minhas filhas e o batizado dos meus netos.

Nossa Folha – Se tivesse que começar tudo de novo na sua vida, escolheria ser diácono?
Egydio Stéfani – Sim, pela experiência, jamais deixaria de ser diácono. Quando tive o primeiro contato percebi que o chamado era de Deus.

Nossa Folha – Em todas estas décadas, como trabalhou a relação diácono e comunidade e cidadão e comunidade? É diferente?
Egydio Stéfani – Para mim não tem diferença. Sempre mantive a mesma postura. Tudo isso com o apoio da minha família.

Nossa Folha – Em sua opinião, o que é ser católico?
Egydio Stéfani – Ser católico é seguir os mandamentos da igreja e ser firme em oração, além de amar a Deus e ao próximo como a si mesmo.
Nossa Folha – Atualmente, a crise é de fé? O que tem faltado ao ser humano?
Egydio Stéfani – Sim, hoje existe muita falta de fé. Precisamos de união das famílias, mais religião e amor para com nossos irmãos.

Nossa Folha – Que elementos ou ações considera básicos para que se possa dirigir uma comunidade católica, com resultados positivos?
Egydio Stéfani – Estar sempre frequente, dar bons exemplos, tanto em família quanto em sociedade, ser acolhedor e sempre incentivar a leitura da Bíblia.

Nossa Folha – Mensagem final:
Egydio Stéfani – Jesus disse: “Se queres me seguir, tome a sua cruz e siga-me”.
Então, o cristão deve sempre observar seus deveres com a família e com toda a sociedade.