Dignidade e respeito!


Durante muito tempo foi negado às mulheres o direito de assumirem posições de poder na sociedade. Isso gerou falta de representatividade, diferenças salariais, desrespeito aos direitos já adquiridos e ausência de políticas públicas específicas. Felizmente, a inferioridade feminina diante dos homens passou por diversos momentos de transformações sociais, posicionamento e de marcos de lutas que, aos poucos, deram voz às mulheres. Com a organização e pelo mundo todo, elas trouxeram à tona temas importantes referentes à educação, igualdade corporativa, direito ao voto, saúde, violência doméstica, sexismo, racismo e outras tantas bandeiras tão nobres quanto.
Hoje, o que vemos é que muitos direitos foram conquistados, mas outros parecem estar parados em outro século. Por isso, para levantar discussões no cenário atual, temos o 8 de Março que, além do aniversário de 177 anos de Tietê, é considerado o Dia Internacional da Mulher. Uma data que traz à rflexão a necessidade do fortalecimento dos direitos das mulheres. Nesse sentido, a ação do empoderamento feminino busca conscientizar a população sobre a situação de desigualdade em que as mulheres continuam inseridas e, assim, contribuir para que elas possam conquistar novos direitos.
Já que não ocorre de maneira natural, o empoderamento feminino só busca o reconhecimento do protagonismo da mulher na história. Sabia que, diferente dos homens, mulheres só passaram a dispor de direitos políticos no País a partir de 1932, quando conquistaram o direito de votar e serem eleitas? Esse atraso histórico ainda ecoa na atualidade, quando se constata a baixa representatividade feminina nas esferas de poder. Não bastasse as reais limitações, muitas mulheres passarão o 8 de Março a ouvir argumentos conservadores, como um que diz que, por serem biologicamente diferentes dos homens, mulheres não têm as mesmas habilidades que eles, portanto, não têm a mesma força.
Se por um lado as diferenças biológicas são inegáveis, por outro, os reflexos disso em termos de habilidades e competências são questionáveis. Mulheres que, acima de tudo, são indivíduos, cada uma com sua história e bagagem pessoal, possuem habilidades e conhecimentos diferentes e isso é benéfico para qualquer sociedade.
Talvez falte aos conservadores aceitar que, ao empoderar uma mulher, a sociedade torna-se mais justa, menos preconceituosa, com a promoção da aceitação e tolerância a qualquer diferença. Falta entender que empoderar o gênero feminino significa superar falsas diferenças enraizadas na sociedade e que, por muito tempo, não foram questionadas.
Mesmo com o cenário pouco favorável, o que vale é acreditar que a mudança de mentalidade e de comportamento está acontecendo e que essa conscientização pode evoluir mais.