ESPAÇO ABERTO


Um fato da história

Por Deraldo Rodrigues (in memoriam)

Na década de 1980, Cerquilho precisava “agitar” a sociedade com algum evento novo. A professora e amiga Maria da Graça “Gracinha” Silva e eu (Deraldo), após troca de ideias, resolvemos sugerir à Diretoria da Associação Esportiva São José e ao então presidente Sérgio de Ercolin Cinto, a realização do Baile do Hawaii no parque aquático.
Na opinião de alguns diretores da época, este evento social ao ar livre era considerado arriscado, principalmente, se no dia do baile viesse a chover. Seria um prejuízo grande!
Nossa luta foi vitoriosa! A Diretoria reuniu-se e aprovou a realização do Baile do Hawaii no parque aquático com decoração moderna, ótimo grupo musical, muitas frutas e flores. O traje obrigatório (branco e estampado) foi rigorosamente cumprido pela sociedade cerquilhense e regional. Quanta gente bonita! Elegante demais… Quanto luxo!
Em 30 de novembro de 1985, para premiar a noite com toque atrativo, ocorreu o concurso Rainha do Baile do Hawaii Miss Piscina, com as mais belas mulheres da sociedade leonina.
Os jurados escolheram Cláudia Calistini como a Rainha e Miss Piscina; Raquel Grando Balmiça, a primeira princesa; e Edna Maria de Oliveira, a segunda princesa.
Na oportunidade, o convidado especial da noite foi o tieteense Michel Temer (hoje, presidente da República).
Na época, Gracinha e eu trabalhamos muito. A Diretoria nos deu todo apoio e assumiu as responsabilidades cabíveis. Após o primeiro Baile do Hawaii no parque aquático da Associação Esportiva São José, sobraram elogios à dinâmica e criativa Diretoria do Leão. Devido ao sucesso do evento social, outros clubes da região colocaram esse show de rara beleza na programação de bailes.
O Baile do Hawaii do tradicional clube cerquilhense tornou-se famoso, sendo considerado pela sociedade local e regional como um dos melhores acontecimentos sociais de Cerquilho.
Em 4 de outubro, o clube São José de Cerquilho completou 91 anos de sua fundação (desde 1926).

Você sabia que Aparecida não é do Norte?

Por Portal A12.com

A cidade de Aparecida, em São Paulo, acolhe milhões de fiéis de Nossa Senhora Aparecida todos os anos. Vindos de todas as partes do Brasil e do mundo, muitos deles chamam a cidade de “Aparecida do Norte” e não apenas Aparecida, como é seu verdadeiro nome. É comum ainda verificarmos em algumas publicações referências à cidade com a expressão “do Norte”.
Segundo relatos do livro  História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e de seus escolhidos, 1998, da escritora Zilda Ribeiro, durante muito tempo, o povo nomeou a terra da Padroeira como Aparecida, seu verdadeiro nome. Mais tarde, passaram a chamá-la de Capella de Aparecida. Com a inauguração da estrada de ferro, os devotos passaram a viajar de trem e embarcavam na Estação Norte, em São Paulo. E diziam que seu destino era Aparecida da Estação Norte.
Com o passar dos anos, por um processo linguístico coletivo, chamado braquilogia, eliminaram a palavra “Estação”, restando Aparecida do Norte. Ainda hoje, muitos anos depois, passeando pelos corredores do Santuário Nacional e pelas ruas da cidade de Aparecida, ouvimos romeiros chamarem por “Aparecida do Norte”, sendo o verdadeiro nome da cidade Aparecida, sem o Norte.
Um pouco de história – As terras que hoje constituem a cidade de Aparecida já pertenceram em outro tempo a Vila de Guaratinguetá, hoje apenas Guaratinguetá, terra do primeiro santo brasileiro, Frei Galvão. Pela estrada que antes cortava um trecho da Vila, como Aroeira, Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu, passavam as caravanas e as tropas que íam em busca do ouro e das pedras preciosas nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
Com o passar dos anos, os moradores foram se estabelecendo nessas terras. Entre eles, estavam João Alves, Domingos Martins Garcia e Felipe Pedroso, os três pescadores que, mais tarde, ficariam ligados para sempre à história da cidade e do País.