Fertilidade de mulheres com câncer pode ser preservada


Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontou que haverá 59.700 novos casos de câncer de mama entre as mulheres este ano no Brasil. Segundo tipo de câncer mais comum em pacientes do sexo feminino, tem 95% de cura quando diagnosticado precocemente.
Desse modo, o Centro de Reprodução Humana de Piracicaba (CRHP), que participa do movimento Outubro Rosa, relatou a importância de preservar a fertilidade de mulheres que passarão por tratamento de quimioterapia ou radioterapia por meio do congelamento de óvulos ou de embriões. “Além do tratamento, é preciso pensar na qualidade de vida da paciente após a cura e, nos casos de mulheres em idade fértil, na preservação da fertilidade”, afirmou o diretor do CRHP, o ginecologista Paulo Padovani.
A quimioterapia e a radioterapia, que servem para destruir as células malignas e eliminar o câncer, podem fazer com que exista perda do ciclo menstrual, além da destruição total ou parcial da reserva de óvulos. O ginecologista destacou, ainda, a importância da preservação da fertilidade e informou que o tempo entre o diagnóstico do câncer e o início da quimioterapia ou radioterapia costuma ser suficiente para congelar os óvulos ou embriões sem prejudicar o tratamento da doença. Para isso, há a integração entre ginecologistas e oncologistas.
COMO É – Feito normalmente pela técnica de vitrificação, o congelamento de óvulos consiste na extração dessas células com uma agulha – depois de uma estimulação ovariana, armazenamento e congelamento em nitrogênio líquido a menos 196 graus. Depois, as células são guardadas pelo tempo que for necessário em recipientes com isolamento térmico.
Paulo Padovani explicou que, quando a mulher estiver disposta a ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões são implantados no útero.
Quando casais optam pelo congelamento de embriões, após a coleta dos óvulos e do sêmen, é utilizada a técnica de fertilização in vitro (FIV). Os embriões resultantes são criopreservados para implantação no útero materno depois da cura da paciente.