Fevereiro Laranja alerta sobre a leucemia


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, estimam-se 5.940 casos novos em homens e 4.860 em mulheres em 2019

A leucemia é o tipo de câncer que mais afeta crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. A fim de alertar a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce para melhores resultados nos tratamentos e conscientizar sobre a relevância da doação de medula óssea, durante o mês de fevereiro, é realizada a Fevereiro Laranja.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2019 no Brasil, são estimados 5.940 novos casos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 5,75 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres. Assim, a leucemia ocupa a 9ª e a 10ª posições entre os cânceres, respectivamente.
Segundo a onco-hematologista Daniela Ferreira Dias, a leucemia é um câncer que ataca os glóbulos brancos e que se inicia na medula óssea. Pode ser classificada em aguda e crônica. As leucemias agudas são classificadas em dois subtipos: leucemia linfoide aguda (LLA) e leucemia mieloide aguda (LMA).
Embora possam acometer pessoas em qualquer faixa etária, a LLA é mais comum em crianças e adultos jovens, enquanto a LMA acomete mais adultos e idosos. Em geral, os sintomas apresentados são febre, queda do estado geral, fraqueza muscular, dor nas pernas e articulações, dor de cabeça e sangramento espontâneo ou hematomas pelo corpo.
Diagnóstico é feito através da coleta de exames medulares (punção óssea), como mielograma, imunofenotipagem e cariótipo de medula óssea. “Juntamente dos referidos exames, realizam-se também exames moleculares, como FLT3, NPM1, CBPA, IDH1 e IDH2, Ckit, PCR para BCR-ABL e PCR para PML-RARA (coleta por sangue periférico ou de medula). Estes são importantes na classificação de risco das leucemias e determinam o tratamento e a indicação de transplante de medula óssea”, destacou a hematologista.
Segundo informou a médica Daniela, até bem pouco tempo, os protocolos quimioterápicos com associação de drogas eram a única terapia de tratamento para todas as leucemias. Hoje, com o auxílio dos exames moleculares, estão sendo desenvolvidas terapias alvo-específicas, ou seja, medicamentos que atuam especificamente em marcadores genéticos presentes em células leucêmicas.
Já o transplante de medula óssea alogênico (aparentado, não aparentado ou haploidêntico), ainda segundo a hematologista, é modalidade de tratamento com intenção curativa e, atualmente, tem papel principal nas leucemias de alto risco, sendo que a busca por doadores começa no diagnóstico.