Maria de Abreu Garcia


Nascia em Tietê em 3 de setembro de 1915, Maria de Abreu Garcia, filha de José Garcia Corrêa e Maria Eugênia de Abreu Garcia e irmã de
Nadyr, Sylvia, Celina e Lygia, foi uma professora inesquecível. Fez cursos particulares até se diplomar pela Escola Normal Livre de Tietê, na 1ª turma de 1930. Prestou concurso de títulos e provas, sendo classificada em primeiro lugar, em 1931, para lecionar no Curso Primário Anexo da Escola Normal Livre (Aplicação). Buscando o aperfeiçoamento, em 1937, graduou-se na Escola Superior de Educação Física do Estado.
De volta a Tietê, exerceu o cargo de professora de Educação Física por 30 anos. Excelente professora, era respeitada e querida por colegas e alunas. Sua presença era constante em eventos, desfiles, ginástica rítmica e competições de vôlei. Também gostava de se apresentar com a irmã Sylvia, pianista exímia, e com as amigas em shows e festivais beneficentes.
Os anos passaram e a dedicada professora, matriculou-se no Conservatório Musical “Carlos de Campos”, de Tatuí, para lecionar música na escola “Plínio Rodrigues de Morais”.
Foi uma das fundadoras da Oficina de Caridade “Santa Rita de Cássia”, em 9 de agosto de 1970. Exerceu vários cargos nas diversas Diretorias desde presidente até roupeira. Era ela quem levava, pessoalmente, os enxovais aos recém-nascidos na Santa Casa de Tietê e os entregava para as mães carentes.
No Aeroclube, no Clube de Campo da Esportiva, no Regatas e no Tênis Clube, seu entusiasmo era crescente. No futebol, o Tricolor era o seu time do coração. Quando se aposentou, o Departamento de Educação Física da capital concedeu-lhe o troféu Honra ao Mérito e, em 1961, a escola “Plínio” deu seu nome à praça de esportes daquela instituição de ensino.
Babá, assim chamada pelos íntimos, gostava de viajar e, por conta disso, conheceu muitos lugares do Brasil, da América Latina e da Europa.
Definitivamente, Maria Abreu tornou-se um dos símbolos esportivos tieteenses. Nasceu sob o signo do esporte, pois possuía uma mistura de talento, trabalho, organização, dedicação e grande espírito esportivo. Coube a ela ser, ainda, uma grande tenista da época. Tanto que, em 1952, brilhou no 4º Campeonato Colegial de Esportes, no Pacaembu, em São Paulo. Além disso, tornou-se bicampeã estadual de voleibol feminino. Também organizou grandes desfiles, demonstrações de ginásticas e campeonatos internos.
Por complicações de saúde, faleceu em 2 de janeiro de 1996, na cidade de Piracicaba.
PIADINHA DA SEMANA: Chegaram 10 maridos no inferno. Aí o diabo disse:
– “Quem traiu a mulher venha até mim!”
Nove foram e apenas um ficou onde estava.
Então, o diabo ordenou:
– “Tragam o surdo também!”