Morte do cônego Emílio Grando completa cinco anos


Religioso faleceu aos 84 anos de idade, na Santa Casa de Misericórdia de Tietê, por insuficiência respiratória e leucemia

Era sexta-feira, 27 de setembro de 2013, quando fiéis e amigos se despediram do cônego Emílio Grando. Religioso faleceu aos 84 anos, na Santa Casa de Tietê, por insuficiência respiratória e leucemia. O corpo do cônego Emílio Grando foi velado na igreja matriz Nossa Senhora Aparecida, em Tietê, e sepultado no Cemitério Antigo de Cerquilho.
O religioso foi um dos primeiros colaboradores do jornal Nossa Folha e teve uma vida dedicada ao sacerdócio e à Palavra de Deus.
Cônego Emílio Grando, décimo sexto filho do casal Fernando Grando e Regina Baptistella Grando, nasceu em 6 de abril de 1929, no bairro da Olaria, em Cerquilho. Quatorze dias depois, foi batizado na igreja matriz São José, em Cerquilho, pelo padre Pedro Gravina, tendo como padrinhos Ernesto de Nadai e senhora.
Em 16 de fevereiro de 1930, foi crismado por dom José Carlos de Aguirre. A primeira comunhão recebeu das mãos do padre redentorista Antônio Macedo, em 31 de maio de 1939. Concluído o curso primário e sentindo-se chamado ao sacerdócio, foi encaminhado pelo padre João Betting (C.Ss.R.), então responsável pela Paróquia de Cerquilho, ao vigário-geral da Diocese de Sorocaba, monsenhor Francisco Antônio Cângro.
Após os exames de seleção, em 3 de março de 1943, foi admitido no Seminário Menor São Carlos Borromeu, de Sorocaba, cujo reitor era o cônego Luís Castanho de Almeida.
Em 1946, já no 4º ano ginasial, recebeu a batina das mãos de dom José Carlos de Aguirre em 29 de junho. Em 1949, terminou os estudos no Seminário Menor de Sorocaba, sendo o reitor o tieteense cônego Antônio Pedro Misiara. Em 1950, passou para o Seminário Maior Imaculada Conceição do Ipiranga, em São Paulo, onde cursou Filosofia e Teologia. Em fevereiro de 1953, iniciou o curso de Teologia.
Tendo recebido a tonsura em 8 de fevereiro de 1953, das mãos de dom Antônio Maria Alves de Siqueira, em 31 de janeiro de 1954, o mesmo bispo conferiu-lhe as ordens menores de Ostiarato e Leitorato; e, em 13 de fevereiro de 1954, as ordens do Exorcitato e Acolitato. As ordens maiores do Subdiaconato e Diaconato foram-lhe conferidas em 12 e 19 de fevereiro de 1956 por dom Vicente Marchetti Zioni.
Recebeu a ordenação sacerdotal em 2 de dezembro de 1956, em Cerquilho, juntamente do colega Alcides Luvizotto, sendo o bispo ordenante dom José Carlos de Aguirre e padrinho, o cônego Sérvulo de Madureira. Em 8 de dezembro de 1956, dia da Imaculada Conceição, rezou sua primeira missa solene na matriz São Roque, de Boituva, onde seus pais residiam.
Ordenado sacerdote, foi designado por dom José Carlos de Aguirre ministro de disciplina do Seminário Menor São Carlos Borromeu, de Sorocaba, onde também foi professor nos anos de 1957 e 1958. De 1959 a 1961, trabalhou na diocese como diretor da Obra das Vocações Sacerdotais, sendo ao mesmo tempo secretário de dom Almir Marques Ferreira, bispo-auxiliar de Sorocaba.
Com a morte do padre Arthur Silveira, foi nomeado por dom Aguirre, vigário de Cerquilho. Em 31 de janeiro de 1962, tomou posse da Paróquia da Santíssima Trindade de Tietê e, em junho de 1978, foi nomeado cônego por dom José Melhado Campos, que era bispo diocesano de Sorocaba, tendo sido investido em 15 de agosto, em Porto Feliz, durante as comemorações do 250º aniversário da Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens daquela cidade.
Em 29 de abril de 2001, assumiu a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Tietê, e lá permaneceu até sua morte. Após, o padre Valdir Machia Serafim assumiu o comando da referida paróquia.