População do Córrego Fundo cobra melhorias


Em resposta às queixas dos moradores, este semanário solicitou posicionamento da concessionária AB Colinas e da Prefeitura de Cerquilho

Diante da reclamação de moradores do Córrego Fundo, bairro rural às margens da Rodovia Antonio Romano Schincariol (SP127), na altura do km 97, em Cerquilho, o Nossa Folha cobrou esclarecimentos da concessionária AB Colinas e da Prefeitura da cidade.
Entre as reclamações, constam os gastos dos moradores com transporte público e particular, os riscos de acidentes naquele trecho após a duplicação da rodovia sem ser construído acesso ao bairro, a questão do retorno do km 97 ser alterado para o km 92, ausência de passarela para travessia segura, retorno demorado das crianças que usam o transporte escolar, alteração da coleta de lixo e paralisação da obra de erosão do trecho de entrada do bairro.
Em nota, a AB Colinas informou que, conforme contrato de concessão, a construção dos acessos nas rodovias é responsabilidade da parte interessada (como Prefeituras e empresas) e deve obter aprovação junto à Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), órgão responsável por autorizar a execução da obra.
Segundo informou a AB Colinas, quando realizada a obra de duplicação, a concessionária identifica as propriedades às margens da rodovia e os acessos existentes. Após, encaminha notificação aos responsáveis pelos acessos irregulares para que estes procedam a regularização.
Sobre o problema do Córrego Fundo, a AB Colinas comunicou que a Prefeitura de Cerquilho foi notificada para providenciar a regularização do acesso ao bairro em dezembro de 2015.
A respeito da construção de um dispositivo de retorno no km 97 da SP-127, a concessionária destacou que este não foi feito, como estava previsto inicialmente, porque a Prefeitura realizou pedido junto à Artesp para que fosse alterado para o km 92. Assim, a agência aprovou a mudança e requisitou a alteração para a concessionária, que irá realizá-lo.
Quanto à construção da passarela neste trecho da rodovia, a AB Colinas ressaltou que não há previsão no contrato de concessão, pois, no local, não há ponto de ônibus regularizado, tornando, assim, o local parada irregular.
Sobre os trabalhos para conter a erosão que estavam sendo realizados pela Prefeitura, a AB Colinas informou que, devido a questões de segurança dos usuários e trabalhadores, todas as obras executadas por terceiros dentro da faixa de domínio da concessionária precisam da autorização prévia, o que não ocorreu.
Já a assessoria do prefeito Aldo Sanson informou que, assim que a gestão atual assumiu em 2017, o projeto de duplicação da SP-127 e os locais onde haveria retorno ao longo da via já estavam definidos, aprovados e em execução. Deste modo, não tem detalhes sobre tais negociações e decisões.
Com relação ao transporte escolar, a Prefeitura detalhou que a informação que o tempo de trajeto de busca e entrega dos alunos tenha aumentado não procede. Segundo informou, o ônibus escolar leva 15 minutos para realizar o retorno, sendo esse o tempo real acrescido ao trajeto. Além disso, enfatizou a segurança que a via duplicada trouxe.
Sobre a coleta de lixo, a Prefeitura informou que o referido bairro fica na zona rural e, assim como nos outros, tem instaladas caçambas (limpas conforme a demanda) em pontos estratégicos para que a população possa descartar o lixo. Ressaltou que a mudança na forma da coleta ocorreu por economia e para atender pedido dos próprios moradores, já que, no sistema anterior, os cestos de lixo permaneciam no chão e os animais tinham acesso, causando sujeira no local.
A Prefeitura detalhou, ainda, que fez obras emergenciais no trecho de entrada do bairro afetado pelas recentes chuvas. No entanto, por se tratar de local de domínio da AB Colinas, houve a necessidade da formalização da obra.