Saiba quem foi Álvaro e Barros Lins


Nesta edição, o Nossa Folha prossegue com a série de reportagens sobre a vida de líderes de movimentos culturais, sociais e políticos

Última biografia sobre líderes de movimentos culturais, sociais e políticos do Brasil publicada pelo jornal Nossa Folha foi a de Júlio Afrânio Peixoto.
Nesta edição, é a vez de Álvaro e Barros Lins, crítico literário, jornalista, professor, editor, advogado, ministro e diplomata brasileiro.
Nascido em 14 de dezembro de 1912, na cidade de Caruaru, em Pernambuco, recebeu o Prêmio Centenário de Antero de Quental; o Prêmio Felipe de Oliveira; o Prêmio Pandiá Calógeras, da Associação Brasileira de Escritores; o Prêmio Jabuti Personalidade do Ano, da Câmara Brasileira do Livro; e o Prêmio Luiza Cláudio de Souza, do Pen Club do Brasil.
Era filho de Pedro Alexandrino Lins e Francisca de Barros Lins e fez o curso primário em Caruaru e o secundário no Colégio Salesiano e no Ginásio “Padre Félix”, já em Recife. Ingressou na Faculdade de Direito de Recife e, ainda estudante, começou a lecionar História da Civilização no Ginásio Pernambucano e, ainda, no Colégio Nóbrega.
Em 1930, Álvaro Lins já fazia política como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito de Recife. Em 1932, na abertura do ano letivo, pronunciou a conferência A Universidade como Escola dos Homens Públicos, que despertou interesse nos círculos intelectuais da capital pernambucana. Logo em seguida, passou a colaborar no Diário de Pernambuco e, no ano de 1935, concluiu o curso de Direito.
A convite do interventor, e depois governador, Carlos de Lima Cavalcanti, Álvaro Lins tornou-se secretário de Estado do Governo de Pernambuco. No ano de 1936, seu nome fazia parte da chapa do Partido Social Democrático (PSD), de Pernambuco, fundado por Lima Cavalcanti, para disputar uma cadeira para a Câmara dos Deputados, pretensão abortada pelo Estado Novo, que suspendeu as eleições do ano de 1937.
Em 1939, Álvaro Lins publicou seu primeiro livro como crítico literário: “História Literária de Eça de Queirós”. Em 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar no jornal Correio da Manhã.
Em 1952, em Lisboa, lecionou a disciplina Estudos Brasileiros na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Lisboa, onde permaneceu por um ano.
Álvaro Lins voltou ao Brasil em 1954, em consequência da crise política desencadeada pelo suicídio do então presidente do País Getúlio Vargas. Nesse mesmo ano, reassumiu as atividades jornalísticas e a cátedra de Literatura do Colégio “Pedro II”, que exercera como interino durante 10 anos, quando se tornou titular. Em 1955, foi eleito por unanimidade para a cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Álvaro Lins foi nomeado chefe da Casa Civil de Juscelino Kubitschek, mantendo-se no cargo até o fim de 1956, quando foi indicado como embaixador do Brasil em Portugal, e lá permaneceu até 1959. De volta ao Brasil, recolheu-se à sua cátedra de Literatura e, em 1960, publicou “Missão em Portugal”.
Álvaro e Barros Lins foi casado com Heloísa Ramos Lins, com quem teve dois filhos. Faleceu em 4 de junho de 1970, no Rio de Janeiro, sendo substituído na Academia Brasileira de Letras por Antônio Houaiss.