Sexo desprotegido é porta aberta para as DSTs


Segundo o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, única forma segura de se prevenir nas relações sexuais é usar preservativo

Apesar de toda a euforia, o Carnaval também representa perigo. No ato sexual sem preservativo ou mesmo nos beijos, podem estar escondidos vírus e bactérias que podem suscitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Conforme orientou o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, os sintomas são variados e podem começar com uma coceira ou ardência na região íntima e até se mostrar semelhante a uma faringite, como é o caso da doença do beijo.
Chamada de mononucleose infecciosa, a doença do beijo é causada por um vírus da família do herpes e pode ficar alojada na orofaringe por até 18 meses. É transmitida pela saliva e os principais sintomas são febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço. Também pode haver aumento do baço”, ressaltou o ginecologista e obstetra.
Se o clima esquentar e o casal decidir fazer sexo sem camisinha, os riscos aumentam. Dentre as principais doenças sexualmente transmissíveis estão:
Aids: ataca o sistema imunológico e os primeiros sintomas são parecidos com gripe, como febre e mal-estar;
HPV: pode ser assintomático ou provocar o aparecimento de verrugas (tipo couve-flor) na pele e nas mucosas do colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal, boca e garganta. Pode causar câncer no colo do útero, verrugas genitais e câncer na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca;
Gonorreia: os primeiros sinais podem surgir em 24 horas, como lesões e secreções parecidas com pus. A prática do sexo oral ou anal pode levá-la à região e causar obstrução anal e alteração na voz;
Sífilis: em graus elevados, pode causar pequenas feridas nos órgãos genitais, ínguas na virilha, gânglios aumentados, manchas vermelhas na pele e queda de cabelo. Esses sintomas podem desaparecer, dando sinal que houve cura, mas, na verdade, volta pior, podendo levar à morte;
Herpes genital: causa ardor, prurido, formigamento e gânglios inflamados. Podem anteceder erupção cutânea e manchas vermelhas. Essas erupções e manchas podem evoluir para bolhas e, quando romperem, criarem casca e cicatrizarem, porém, a pessoa continua com o vírus;
Tricomoníase: traz dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, odor forte e coceira nos órgãos sexuais;
Clamídia: a infecção pode não apresentar sintomas. Por isso, pode dificultar o diagnóstico, mas os sintomas comuns são dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar e presença de secreção fluida.
Caso perceba qualquer um desses sintomas, procure um médico imediatamente.