Tarciso Scudeler


Tarciso Scudeler, filho de Lourenço Scudeler e Emacora Gardenal, nasceu em 2 de novembro de 1935, em Cerquilho, na época em que ainda era distrito de Tietê. Tempo
depois, o pequeno menino veio morar com a família na rua Bom Jesus, em Tietê. Ainda jovem, começou a trabalhar ajudando seu tio Neno Gardenal (Vitório Gardenal) no sítio. Aos 15 anos, aprendeu a função de barbeiro com seu pai, profissão a qual exerceu até a aposentadoria.
Tarciso Scudeler viveu a época que a maioria dos jovens esportistas de Tietê, todos liderados por Joãozinho Piovezani, reunia-se para a prática do futebol nas dependências do América Futebol Clube, ainda no antigo estádio chamado dr. Caio Graco de Souza Campos.
Neste período, eram formadas equipes para disputarem campeonatos internos organizados pelo América e com participação de clubes como Estrela Vermelha, Sorocabano, Barra Funda, Unidos, Canto do Rio, entre outros.
Por conta de uma apendicite supurada, Tarciso Scudeler precisou ser operado e, graças a Deus e ao médico dr. Ibrahim Camargo Madeira, ficou curado. Depois disso, não jogou mais futebol!
Mas o homenageado sempre que se recorda desse tempo fala sobre a vez que ele, integrando o quadro de Aspirantes do América, em Saltinho, saiu da reserva do primeiro time para substituir Claudiomar, o ponta esquerda titular do América. A pedido de Joãozinho Piovezani, Tarciso Scudeler vestiu o uniforme, entrou em campo no lugar de Claudiomar e centrou quatro bolas para o gol de Joãozinho Formigoni, fazendo o América alcançar o placar de 4 a 0.
Entre atletas do passado que marcaram sua trajetória, o homenageado destaca o inesquecível Joãozinho Piovezane, Joãozinho Formigoni, Cavani, Ariel Piloto, Cipó Perova, Zé Foltran e Carlinhos Nicolosi.
Tarciso Scudeler, de apelido Ferrinho, ainda viveu a época das chamadas “Brigas de Galo”. Certa vez, uma rinha montada no bairro Nossa Senhora de Fátima, na estrada de Porto Feliz, quase foi descoberta após denúncia. Antes que a viatura e o policiamento, comandado pelo delegado da cidade, na época, chegassem ao local, o bando (entre eles, Tarciso) correu para o meio do mato. Só que dois deles esconderam-se em cima de um enorme pé de laranja. Um estava fumando e a fumaça chamou a atenção do delegado, que se aproximou e perguntou:
– “O que vocês estão fazendo?”
– “Estamos chupando laranja!”, eles responderam.
– “Não sabia que vocês gostavam de laranja cavalo”, disse o delegado.
Ao mesmo tempo, na correria, outro bando atravessava uma pinguela (ponte de pau) que passava sobre um ribeirão. No escuro, um acabou caindo no ribeirão, sobrando para o delegado e os policiais tiraram o pobre homem dali. Por sorte, ninguém foi preso!
Casado com Zaida Sbompatto e pai de Carlos, Raquel e Alessandra, o homenageado tem muitas histórias para
contar para os netos Mônica, João Vítor, Vitória e Eloisa.
PIADINHA DA SEMANA – O bêbado entrou no ônibus, desequilibrou e caiu no colo de uma beata, que imediatamente falou:
– “Você vai para o inferno!”
Desesperado, o bêbado gritou:
– “Pare este ônibus! Eu quero descer!”