Ame mais, julgue menos!


Já repararam como as pessoas reclamam de tudo no dia a dia? Se chove, reclamam! Se faz sol, reclamam! Para muitos, nada está bom e tudo está errado. Tudo tem que melhorar e, se muda, está enganoso. Quem concorda que, quanto mais reclamamos, mais significa que estamos vazios e insatisfeitos e desejamos, de forma inconsciente, colocar a culpa em fatos exteriores ou em terceiros? É preciso voltarmos nossa atenção para o que importa: o nosso interior e o autoamor.
O verdadeiro autoamor não é satisfação momentânea dos nossos desejos, mas sim aquele ato que não prejudica o ser espiritual nem o corpo físico e nos dá a verdadeira alegria interior. Como exemplo, podemos citar a caridade. Quando fazemos o bem ao próximo, fazemos o bem a nós mesmos. Quando amamos ao próximo, amamos a nós mesmos.
Quando aprendemos o autoamor, na verdade, abandonamos o ser crítico que existe em nós e passamos a exercer a generosidade do autoperdão, ou seja, a aceitação incondicional da criatura ainda imperfeita que somos. Assim, somos aquilo que sentimos!
Aliás, saber o que nos convém e saber o que é útil exige discernimento aliado ao tempo. Lembre-se que, quando usamos os rótulos certo/errado, fomentamos a culpa e a punição. Quando sabemos o que nos convém, agimos e escolhemos com responsabilidade na condição de autores do nosso destino. Quando amadurecemos, percebemos que certo e errado se tornam formas de entender experiências diversificadas.
Considerando tudo isso, lembre-se sempre: todos nós somos tratados como nos tratamos. Assim, como sermos merecedores de amor do outro senão recebemos nem o nosso próprio? Autoamor é um aprendizado! Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios.
Acontece que poucos de nós estão, na verdade, maduros o bastante para respeitar o livre caminhar uns dos outros. Via de regra, queremos tornar o outro em “o mesmo”, ou seja, anular a diferença para que seja igual a nós. Por isso, para um mundo regenerado, precisamos ficar de menos mimimi e ter maior compreensão, maior respeito e, acima de tudo, fazer a nossa parte para a mudança. Devemos exigir menos e agir mais, sem esquecer em ter misericórdia para com as imperfeições alheias e piedade para com as nossas falhas.
Afinal, a vida pede menos indiferença e mais sensibilidade. Pede menos exigências e mais sensatez. Se assim fizermos, certamente, a realidade atual será outra. Teremos relacionamentos mais fortes e duradouros, pessoas mais saudáveis e humanas, famílias mais estruturadas e menos discórdias. Teremos mais compreensão e menos julgamento, além de mais acolhimento e menos ódio. Pense nisso!