Benedita Pexera: a primeira pescadora de Tietê


Por Laureine Foltran Valentim Milanez

Nesta edição do Nossa Folha, tem sequência à publicação de outras histórias de pescadores para homenageá-los.
Segundo Jair Ribeiro, sua saudosa mãe, dona Benedita Rodrigues Ribeiro, conhecida como Benedita Pexera, gostava muito de pescaria, tanto que pescava até 10 quilos por dia. Cinco deles dava para os pobres e os outros cinco quilos levava para vender na feira, na avenida dr. Soares Hungria, onde trabalhava dentro de uma banca.
Ali utilizava um facão para limpar e cortar os pescados, de acordo com o pedido do freguês. Se este pedisse dois quilos e meio, para completar o pedido, Benedita pegava o peixe de dois quilos, o colocava na balança e, para interar o outro meio quilo, pegava outro peixe e, “a zóio”, o partia ao meio para completar o peso exato.
Assim, o comprador pagava a compra e ia embora para a casa, todo satisfeito, ao levar a mistura para o almoço. Sabe-se que, diante do seu bom coração, Benedita Pexera podia até levar prejuízo no peso da mercadoria, todavia, o importante para ela era agradar o freguês.
De tão conhecida na cidade, Benedita Pexera foi até convidada para participar do Programa de Silvio Santos e Flavio Cavalcanti como a primeira mulher pescadora profissional com carteirinha, ou seja, com uma licença autorizada pela cidade de Santos para a prática da pesca.
Desse modo, Benedita Pexera foi à emissora de televisão para contar sobre sua experiência como pescadora. Com muita habilidade, no palco, mostrou aos telespectadores como se usava a tarrafa para pescar. Na demonstração em cadeia nacional, segurou a ponta da corda da tarrafa com os dentes e arremessou a rede sobre o palco, como se fosse nas águas do rio. Fez a apresentação com tanta valentia que encantou a plateia e, principalmente, os apresentadores do programa, recebendo muitos aplausos.
Assim, na época, foi escolhida a melhor pescadora do programa, além de levar o título de “1ª Pescadora do Rio Tietê”. Por conta disso, recebeu uma boa quantia em dinheiro, que deu para comprar uma casa na Vila São Geraldo.
Reconhecida nacionalmente, Benedita Pexera recebeu o prêmio de pescadora do Rio Tietê com muito orgulho!

Nossa Folha: 60 anos

Por Damana Maria Rodrigues, editora-chefe

O Nossa Folha nasceu em 10 de maio de 1959, quando o cônego Lúcio Floro Graziosi, então pároco de Tietê, apresentava o primeiro exemplar do semanário que surgia disposto a servir à coletividade tieteense. Na época, a equipe era formada por Antonio Angelo Pires Tavares, Ademar Máchia, José Rubens Bonadia, Isnard Bonadia, Luiz de Campos Paladini, Tarciso Roberto Correia de Almeida (Bijau), José Mazzucatto, além dos colaboradores Joffre Martins Veiga, Ubaldo Bergamin e Orsine de Paula.
Inicialmente, a redação do Nossa Folha funcionou na rua do Comércio e, posteriormente, no prédio do Asas. Na sua primeira edição, a instalação de uma emissora de rádio, sonho que foi realizado, anos mais tarde, com a Nova Regional, era um dos assuntos.
Em 1974, o empresário Angelo Pasquotto tomou posse junto ao Nossa Folha, sendo proprietário até 1979, quando este jornal ganhou as honras como semanário de maior credibilidade. Na época, criou-se o Sistema Gráfico e Publicitário Ltda. (Sigrapel). Depois, Iracema Mondin Ferreira adquiriu o Nossa Folha e a redação começou a funcionar na rua Antonio Nery. Em 2006, o grupo Cybelar comprou o jornal.
Hoje, a redação do semanário está localizada na rua Lara Campos, 446, sala 6, térreo, no Shopping Giardino, Centro, em Tietê. Integram a equipe: a diretora-geral Flaviana Pasquotto, a editora-chefe Damana Maria Rodrigues, o redator Denival de Lima e o diagramador César Guitte, além dos colaboradores Édie Honório, Geraldo Galvão Brasil, Sidnei Paladini e Guto Paladini.