Eduardo Brizotti


Eduardo Brizotti

Empresto as palavras do esportista Alberto Giovanetti Filho para fazer a última homenagem ao palmeirense, esportista e advogado Eduardo Brizotti (Du Brizotti), falecido no domingo, 15 de agosto.
Du Brizotti deixou a mãe Maria Luiza, o filho Eduardo e a namorada Shirley Ziviani, além de familiares e amigos.
Nas redes sociais, manifestações de pesar lamentaram seu passamento, em especial dos amigos do Esporte Clube Can Can, grupo este que nasceu, em 1974, como um time de futebol formado por garotos e comandado pelo “paizão da molecada”, o saudoso Osvaldir Ruy. Ficam as boas lembranças dos inseparáveis amigos do Can Can: Bergamim, Pampinha, Marquinhos, Testa, Du, Japa, Di Vidoto, Tuiu, Mario Mela, Carlão, Crau, Ocimar, Valtinho, Cassinho, Marcelino, Marcos Beleza, Nilson, Tito, entre outros.
Como o relógio do tempo nunca para, esses garotos agora, todos sessentões, se mantêm unidos, virtualmente, para trocar mensagens diariamente de força e esperança, como também o puro objetivo de recordar o futebol da época. Desse grupo, Marcos Beleza partiu jovem. O comandante Osvaldir Ruy também cumpriu sua missão e, agora, Du Brizotti.
Segundo escreveu Alberto Giovanetti Filho, o Can Can foi a época dos “garotos de Kichute”, tipo de tênis que tinha a cara de chuteira. O Kichute era um calçado que a maioria dessa molecada do futebol desejava ter para correr atrás de uma bola, tornando os fanáticos pelo esporte e pelos grandes clubes do País.
O amigo Acácio Nascimento Filho, o Cassinho, ágil ponta-esquerda daquele time, em um conceito bem enunciado, fez sua narrativa: “Du Brizotti era membro ativo do Can Can, como os demais garotos do time. A idade pesou para todos e acabou o futebol, mas, permaneceram a grande amizade, o calor humano e as boas lembranças. Du Brizotti era o lateral-direito de característica simples, mas com a facilidade de defender e também atacar, o chamado famoso “overlapping”, como dizia o ex-técnico Claudio Coutinho. Na ala direita, tinha Du Brizotti e Marcos Beleza; na esquerda, estavam Japa e Cassinho. Nas duas alas, os recursos aplicados vinham com facilidade e ótimas jogadas nas laterais.
“Coisas que temos dificuldade de ver no futebol nos dias de hoje! “, observou Albertinho, que também se lembrou que o interessante era a cobertura dos zagueiros, de forma perfeita, com Testa na direita e Marquinhos, na esquerda. Marquinhos, era o capitão do Can Can e o baixinho Marcelino, o maior artilheiro.
“Realmente, Du Brizotti foi um menino inteligente que sabia o que queria. Era peculiar com seu cabelo “à lá Pablo Forlán”, mas jamais caneleiro. Tinha disciplina em campo”, completou Albertinho.
Em 2019, em uma festa que reuniu quase todos os ex-atletas do clube (agora veteranos), o papo não poderia
ser outro: as recordações. Os mais afinados com as histórias eram Cassinho, Pampinha, Du Brizotti e outros mais, que trouxeram os registros de todo o histórico, relembrando a magia futebolística de outrora. Cassinho tinha, na ponta da língua, as qualidades de cada um, mas, hoje, tristemente, em nome do Can Can é prestada a última homenagem a Du Brizotti.
PIADINHA DA SEMANA – “Mãe! A professora falou que a gente deve lutar para construir uma sociedade livre, justa e solidária. Disse também que devemos erradicar a pobreza, a marginalização, as desigualdades sociais e que não podemos aceitar os preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer forma de discriminação.
-“Ai, meu Deus! Sua professora é comunista?”
-“Não, mãe! Esse é o artigo 3º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988”.

Esporte Clube Can Can em 1984
Em pé: Osvaldir Ruy, Marcos Vidoto, Testa, Du Brizotti, Japa, Pampinha, Nilson Liziér, Di Vicentin, Antonio Toledo e Antonio Baggio.
Agachados: Bergamim, Tito Florian, Clau Jacomin, Ocimar Florian, Tuiu, Mário Mela, Marcelinho e Acacinho.