Mais de 50% da população sofre com dor de cabeça


Problemas dentários, má postura, transtornos psicológicos, sinusites ou complicações na visão podem originar a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% da população sofra com dor de cabeça, sendo que mais de 90% sentirão o sintoma em determinado momento da vida. Segundo o médico neurologista do Centro Médico São José, de Cerquilho, Ricardo Miyashita, existem mais de 200 tipos de dores de cabeça, o que reforça a necessidade de estar atento aos sintomas e não negligenciar a dor.
“Muitos casos podem ser simplesmente motivados por uma sinusite ou problema de visão, que podem ser facilmente tratados. No entanto, outros podem ser sinais de doenças graves, como o acidente vascular cerebral (AVC) ou tumores”, detalhou Miyashita.
Problemas dentários, má postura e transtornos psicológicos também podem fazer surgir a dor de cabeça. “Com tantas possíveis causas, é importante procurar atendimento médico logo ao perceber que a dor não desaparece”, revelou o médico.
Hábito que pode agravar os quadros de cefaleia é a automedicação. “Quando ocorre qualquer dor de cabeça, a maioria das pessoas corre tomar um analgésico, tipo de medicamento comercializado livremente em farmácias. Essa atitude, quando feita com frequência, pode acabar mascarando a dor e postergar a busca por atendimento médico, o que deixa a pessoa suscetível ao agravamento da dor e ao surgimento de problemas mais sérios”, alertou o especialista.
Miyashita explicou, ainda, que cada tipo de dor de cabeça demanda um tratamento diferenciado. “Quando motivada por problemas de visão, o simples ato de utilizar óculos, receitado por oftalmologista, pode fazer desaparecer o incômodo. Da mesma forma, cuidar de um problema dentário pode curar a dor quando causada por isso. Outras formas de dor de cabeça demandam investigações com exames mais precisos, como a tomografia e testes laboratoriais de sangue, para que indiquemos com precisão o que deve ser feito”, explicou o neurologista.
Mudanças de hábitos, fisioterapia, acupuntura, medicamentos analgésicos, antidepressivos e até mesmo cirurgias podem ser indicados para o tratamento. “A prevenção ao sintoma é difícil, visto que são inúmeros fatores que o desencadeia. No entanto, a pessoa pode sempre adotar hábitos saudáveis de vida, praticar atividades prazerosas para reduzir o estresse, consultar esporadicamente um oftalmologista e um dentista, acompanhar os níveis de açúcar no sangue e aferir a pressão arterial. Enfim, estar atento com a saúde em geral é a melhor maneira de reduzir as chances de vir a sofrer com esse tão desconfortável problema”, concluiu Miyashita.