Polícia Civil de Tietê desvenda duplo homicídio


Relatório final apontou que os assassinos de dois rapazes no bairro Água Branca são os mesmos que executaram duas mulheres em Cerquilho

Em Tietê, motorista colidiu o ônibus escolar em um poste da rua João Batista Vicentim, próximo ao DER

Após dois anos de investigação, a Polícia Civil de Tietê concluiu, na última semana, o inquérito da morte de dois rapazes assassinados, um de 23 e outro de 29 anos, em abril de 2017, no bairro Água Branca, neste município.
Relatório final apontou que os assassinos são os mesmos que executaram duas mulheres, em dezembro de 2017, em Cerquilho.
De acordo com o delegado de Polícia de Tietê, Fernando César dos Reis, a autoria do crime foi possível através de exames de balísticas, os quais apontaram que a mesma arma e calibre usados no assassinato das duas mulheres de Cerquilho tinham sido utilizados, anteriormente, na morte dos rapazes de Tietê.
Na época, os corpos dos rapazes foram encontrados por policiais militares em 30 de abril de 2017, em frente à porteira de um sítio, próximo da Rodovia Cornélio Pires (SP-127). Nos corpos, havia marcas de tiro, assim como no veículo Fox, de propriedade de uma das vítimas. “Na época, o automóvel mostrava indícios que os rapazes haviam sido perseguidos, ficando encurralados pela existência da porteira, que estava fechada. A lateral esquerda do carro foi atingida, ao menos, quatro vezes, sendo que os corpos estavam perto dele”, explicou Reis.
Sobre o que pode ter motivado a execução, Fernando César dos Reis esclareceu que vingança é o principal argumento. “Investigações apontaram que umas das vítimas havia tentado assaltar, com uso de arma de brinquedo, um mercado de um dos autores do crime. Este, por sua vez, revidou com tiros de espingarda. O outro rapaz, também assassinado, morreu somente por estar junto dele, uma vez que não tinha antecedentes criminais, diferentemente da outra vítima que registrava ficha criminal por tráfico e roubo”, esclareceu o delegado.
Outra pista importante que ajudou a desvendar o duplo homicídio é que outro investigado por coautoria de tentativa de roubo ao mercado morava no mesmo sítio que os rapazes foram assassinados. A tentativa de roubo ocorreu em 11 de março de 2017.
O coautor informou à Polícia Civil que havia tentado assaltar o mercado junto do rapaz morto, mas que o proprietário se defendeu com uma espingarda. Este mesmo dono do mercado acabou preso em 22 de fevereiro de 2018 devido ao envolvimento com a morte de duas mulheres de Cerquilho, mediante execução em 28 de dezembro de 2017.
Já o comparsa do comerciante, que também responde pelo assassinato das vítimas de Cerquilho, admitiu a prática do referido homicídio, quando invadiram a casa a mando do cunhado de uma delas e abriram fogo, crime este muito parecido com o dos rapazes de Tietê. Além disso, os autores eram amigos e frequentaram o mesmo clube de tiro.
Desse modo, a dupla de criminosos, que já está presa pelo assassinato de Cerquilho, vai ser acusada, ainda, pelos homicídios realizados em Tietê. “Com isso, a Polícia Civil conseguiu esclarecer mais um caso de assassinato no município. Após essa investigação, os autores serão informados que também responderão por este crime”, completou o delegado.
ACIDENTE – Em Tietê, na quarta, 24 de julho, por motivos a esclarecer, um motorista de ônibus escolar municipal colidiu o veículo em um poste da rua João Batista Vicentim, próximo ao DER.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, na hora da colisão, havia apenas um aluno e um monitor dentro do veículo, além do motorista, os quais não ficaram feridos
Ainda de acordo com a secretaria, a causa do acidente está sendo apurada, sem relatório conclusivo até o presente momento.
Ocorrência não foi atendida pela Guarda Civil Municipal (GCM) nem pela Polícia Militar (PM). Portanto, mais detalhes sobre o ocorrido não foram divulgados.
MORTE DE ARARA – Em Cerquilho, uma arara morreu eletrocutada após colidir em um transformador da rua Alfredo Massarico, próximo ao Centro de Eventos Cidade das Rosas e dos Tropeiros, na quarta, 24 de julho.
Ao ver a ave caída, um funcionário da Prefeitura comunicou a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (Saama), que, por sua vez, acionou a Polícia Ambiental de Tatuí.
Segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, a equipe da Saama tentou contato com o Hospital Veterinário de Botucatu, o qual estava sem vagas. Desse modo, a ave foi a óbito e terá seu corpo doado para alguma instituição de Ensino Superior para estudos acadêmicos.