Um mundo de mentiras!


Em uma época que tanto se fala de um mundo melhor, por que as pessoas têm dificuldade em se colocar no lugar do outro, independentemente de empatia ou amizade? Sabe o que, muitas vezes, parece? Parece que, hoje, as pessoas se dão ao direito de simplesmente odiarem as outras, às vezes, sem qualquer justificativa aceitável ou sem qualquer acontecimento que as envolva ou sem qualquer foco no quesito julgamento humano.
É bem desanimador conviver com exemplos de insensibilidade humana e observar, de modo geral, que não bastasse tanta intolerância, ainda há pessoas, consideradas em tese “bem preparadas”, descompromissadas com qualquer ação que busca o bem comum. Ainda bem que existem respeitáveis exceções porque o que todos sabem é que ser um cidadão de bem traz a responsabilidade de respeitar o direito do próximo, transcendendo tabus, crenças e preconceitos, em nome de um compromisso de saber viver em meio às pessoas sem qualquer distinção, sejam elas anônimas ou notáveis.
O mundo não vive apenas crises políticas e econômicas. Vive crise de humanidade! Infelizmente, por inúmeras razões, o ser humano está cada dia mais frio, mais insensível e mais afastado da espiritualidade e do amor incondicional de Deus, o Criador de tudo. Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo, do corpo ideal, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas”, somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”. Resumidamente, acabamos sendo material barato (a maioria de maneira inconsciente) para aflorar ainda mais a crise das relações humanas.
Na sociedade do consumo, da vida perfeita e do ser perfeito, não tem existido espaço para o “ser humano” nem há tanto lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira. Normalmente, os indivíduos, autodenominados superiores, acreditam que sabem de tudo, porém, esquecem que viver nos ensina que a gente não sabe nada sobre a vida. Independentemente de “exemplos”, é verdade que as inquietudes da alma têm sido excluídas das relações cotidianas.
Isso mostra que é preciso viver para compreender a vida, mas como se a sociedade como um todo está preocupada com aquilo que traz liquidez? Não há mais tanta preocupação com a sociedade que “constrói” seres humanos. E o pior: estão confundindo saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo, contenção de gastos com exclusão social, entre outros exemplos. Hoje, a lição que todos devem refletir é aquela que mostra que o ser humano tem que estar acima de qualquer diferença. Isso torna-nos mais abertos, mais humanos, mais doces e mais amorosos. Concorda?